terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

"DOIS-Uma Jornada" (Prazer em Conhecê-lo)

A exatamente 730 dias, 9 horas, 4 minutos e 22 segundos atrás, eu estava com uma amiga minha em uma pista de dança. Meus olhos rodeavam aquela casa noturna heterossexual à procura de algum olhar masculino que correspondesse ao meu. Encontro um ao meu lado, moreno, alto, cabelos lisos e em um comprimento que não era exatamente longo, tampouco curto. Alguns olhares trocados, mas ainda tinha medo e não permitia que meu olhar fixasse por muito tempo seus olhos. Ele continuou por perto dançando, mas meus olhos agora miravam para um ponto mais distante da pista, e aquela visão iria definitivamente mudar os rumos da minha vida.Com cara de menino, cabelos escuros, jeito "solto" de dançar e um sorriso INCRÍVEL, não consegui registir àquele olhar.

Após uma intensa troca de olhares e sorrisos, consegui "driblar" uma amiga minha que estava na pista e fui sentar próximo a onde o garoto estava dançando. Ele me olhou, sorriu e passou por mim fazendo um aceno com a cabeça, me chamando para fora da pista de dança.

Fui atrás dele com um frio na barriga e me apresentei ao encontra-lo sentado em um sofá. Conversamos por algum tempo, até que ressurgi minha amiga me chamando para ir embora. Quase saio sem a oportunidade de vê-lo novamente. Eis que após os "adeus", eu pergunto se ele tem "orkut". Ele diz que tem, me passou o nome e comunidades que estava.

Chegando em casa, a primeira coisa que fiz, ADIVINHEM. Encontrei àquele garoto na rede. Adcionei como amigo e fui dormir.

Agora era uma questão de tempo para esperar e ver o que poderia acontecer....

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

"DOIS-Uma Jornada" (PRÓLOGO)

Como relatei no post anterior, vou começar a contar uma história, no mínimo complicada, envolta a sentimentos presentes em cordas com pontas extremas de sensações. Mas antes de iniciar o relato do encontro de duas pessoas, precisamos nos atentar ao que vem antes de se conhecerem.Falando um pouco sobre mim, posso dizer que sempre fui uma pessoa controversa. Não tenho pudores para mudar de opinião e quando defino uma, bato o pé até o fim. Filho caçula, confesso que sou mais mimado do que a média, sempre tive o que quis e sou capaz de tudo (ou quase tudo) para conseguir o que quero. Manipulador por natureza, possuo a incrível habilidade de persuasão. O que é ótimo muitas vezes, e péssimo em outras...

Um bom exemplo para ilustrar como sou determinado a conseguir o que quero e também relatar um ponto importante de meu passado é a minha perda de virgindade.

Quando estava eu com meus 15 anos de idade, já saia bastante para festas, bebia e me divertia com os amigos de escola. Mas ainda era virgem. Recordo-me bem do dia em que fiquei marcado com a indagação de um colega de sala sobre a meu "tardio" início na vida sexual, considerando a média dos jovens ao redor é claro. O rapaz ficou surpreso, ou pelo menos se fez, quando contei que ainda não havia "comido" ninguém.

Não costumo ser uma pessoa influenciável, mas aquele diálogo determinou minhas ações seguintes. Logo na próxima festa que teve, tratei de beijar uma garota que tinha vindo com uma de minhas amigas para a festa. Ela realmente se empolgou comigo, logo pensei: "pode ser esta a oportunidade que estava esperando". Continuei então a 'ficar' com ela nos dias seguintes. Sempre atento a um fato: teria a casa do meu irmão só para mim por uma semana inteira, ele iria viajar de lua de mel e tinha pedido para que eu ficasse cuidando da casa. O que fiz então? Esperei para o "grande dia" chegar. Não estava eu apaixonado ou qualquer outra coisa, enquanto ela começava a se envolver de forma profunda e intensa comigo.

Resumindo a história para não me alongar mais do que devo, não rolou nada na casa do meu irmão, mais pouco mais de um mês depois, perdi a virgindade. Duas semanas depois, terminei o namoro.

O problema é que ela relutou, e muito, contra a minha decisão. Até apelidei ela de maníaca. Ela que foi na minha casa chamar minha mãe de mentirosa quando ela disse que eu não estava em casa, visitou todos meus amigos implorando para que eles conversassem comigo e me rodeava em todos os lugares em que eu estava. Fora realmente um saco! mas com o tempo isso passou. Pelo menos com ela, com o tempo descobri que ou eu atraio este tipo de pessoa carente, possessiva e relutante em aceitar o inevitável ou eu as torno assim.



Pulando alguns anos na história de minha vida, chego aos meus 18 anos namorando com uma antiga amiga minha. Mais de um ano de relacionamento, se contarmos os primeiros beijos, os primeiros inícios de namoro, as incontáveis separações e reinícios. Tudo estava bem até o meio do ano, quando não aguentava mais uma rotina angustiante que nos colocava em contato mais intenso do que marido e mulher. Para se ter uma ideia, ela morava na minha rua, trabalhava dentro da minha casa, ia no mesmo dentista que eu, estava na mesma faculdade, ia e voltava comigo todo dia e ainda tentava um pouco me monopolizar no tempo livre. Não é difícil concluir onde esta convivência extrema pode levar, né?

Pois bem, o relacionamento começava a ficar meio balançado, mas era um recorrente pensamento que insistia em invadir minha mente, que começava a me afastar cada vez mais de minha namorada. Todavia, eu controlava meus impulsos e minhas inquietações enquanto podia. Pelo menos até meu melhor amigo revelar que estava namorando com outro homem. Aí sim as coisas ficaram completamente insustentáveis.

Em menos de um mês após a revelação da homossexualidade de meu amigo, rompi o namoro. Tendo após uma janela de um mês e meio de sofrimento secreto, lágrimas que corriam pela madrugada e um desesperador segredo, beijei os primeiros lábios masculinos em minha vida.



Confesso que o garoto era meio sacana, e que eu também consegui ser bastante. Em mais um sábado a noite solitário e depressivo, conversando com um amigo-virtual-gay, recebo o conselho de que devo conhecer alguém. Ele me sugere procurar no Orkut, que se eu realmente procurasse, iria encontrar alguém bacana em minha cidade. Foi o que fiz, e o que encontrei.

Papos foram trocados e um encontro já marcado. Quando fui eu conhecer o guri, logo dei de cara com um gay que estudava comigo quando eu ainda estava no ensino médio e que eu não suportava. Passei fingindo que não conhecia e fui conhecer o dito cujo. Eu já sabia que ele namorava, mas para minha surpresa, a identidade do love dele não podia ser mais cômica, ou trágica. Pois é, era justamente o menino que eu não suportava.

Nunca fiquei à vontade com estas situações de infidelidade, mas eu estava muito carente e desesperadamente necessitado de alguém para desabafar. Passada nem uma semana que conheci o guri, fui na sua comemoração de aniversário em uma casa noturna na minha cidade, o namorado dele estava lá, e no embalo da noite, troquei alguns beijos com ele enquanto o menino estava afastado de nós.

Resumindo novamente a história, fiquei mais algumas vezes com ele até que fomos para um quarto de hotel, rolou muita pegação, mas nada de sexo propriamente dito. Após este encontro íntimo, o menino começou a dar no pé, chorei por uma tarde de domingo, enxuguei as lágrimas e determinei a deixar pra lá. Não iria sofrer por alguém assim.



Dois meses se passaram até que eu ficasse com outro garoto, outro que conheci pela internet. Alguns beijos, papo e dias depois... Já dispensei o menino que mais estava querendo me pedir em casamento. (me livrei de uma...rs)



Tendo ficado com apenas dois meninos e contado apenas para meia dúzia de amigos sobre minhas experiências, eu ainda não tinha assumido para nem um deles minha real sexualidade, apenas relatei como experiência. Faltava assumir de fato para mim mesmo quem eu era.

Passei um carnaval naquele ano muito triste, o mais deprimente que já tive. Muitas coisas inundavam meus pensamentos. Sabia eu que precisava de mudanças urgentes em minhas atitudes e propus então, para mim mesmo, uma lista de 7 coisas a serem feitas nas sete semanas seguintes. Semanas que antecediam meu aniversário.



Realmente estava deprimido nesta época e uma das coisas que mais me feriam era eu não conseguir ser eu mesmo diante de meus amigos. E uma das coisas que eu mais queria era ter pelo menos um amigo gay. Fiquei determinado com isso em minha mente e no dia 09 de Fevereiro de 2008 fui para balada com meus amigos e vi minha vida dar um giro brusco de 180°. Conheci meu atual namorado neste dia e vou contar sobre isso no post seguinte.


Perdendo em outros campos

No post anterior, o primeiro em que me expus totalmente e utilizei este espaço como um diário virtual, falei sobre a perca que posso ter no campo acadêmico. Mas esta não é a única coisa que posso perder nas próximas horas, dias e semanas.
No campo amoroso, também estou nesta encruzilhada, a diferença é que, neste caso, as coisas dependem muito mais de mim mesmo do que qualquer outra coisa. Não que isso seja mais fácil ou traga qualquer vantagem, muito pelo contrário.
Estou em um relacionamento de dois anos, o que é muita coisa, pelo menos pelo meu ponto de vista. Dizer aqui os motivos pelos quais este enlaço amoroso pode estar com os dias contados, ou não, seria muito simples, mas superficial demais para o perfeito entendimento do caso. Nem tanto para quem le estas linhas, mas para mim mesmo, que talvez esteja procurando aqui uma forma de reanalizar as coisas, antes de tomar uma decisão tão importante mas que, por Deus, se for tomada, terá que ser definitiva.

Exatamente por este motivo, convido você que acabou perdido (ou achado) neste blog, a se deixar levar por uma corrente seguida de posts para conhecer um pouco de uma história de amor, paixão, sexo, dúvidas, amizade e lágrimas.

Perdendo

Sabe como é perder? Atualmente estou em uma fase de percas sem ter tido, de finais sem começo.Há três ano tracei um objetivo para minha vida acadêmcia: preciso trabalhar com esta garota! Logo no primeiro trabalho ela surpreendeu a todos com seu talento, criatividade e profissionalismo. O problema é que, quem eu era para que conseguisse trabalhar nesta equipe também?
De lá pra cá muita coisa mudou, uma amizade profunda, sincera e poderosa me segurou em grupos mais frágeis que casas de sepê construídas em íngremes morros brasileiros. Finalmente, no último ano, nossos caminhos se cruzaram. Tive que enfrentar muita coisa e muita gente para conquistar sua confiança, adimiração e desejo de trabalhar comigo. Somado a isso, tinha também um outro grande amigo meu nesta equipe agora, assim como uma recém descoberta amizade.

O problema é que não poderia levar minha amiga para esta nova equipe. Sendo ela sentimental e até um pouco infantil nestes quesitos, sabia que corria o risco de perder uma verdadeira irmã para mim.

Eu desejava, tinha a oportunidade e um motivo, meu grupo atual estava decaído, sem (ao meu ver) perspectivas de futuro para o trabalho de conclusão de curso. Foi então que resolvi me jogar e arriscar tudo para conseguir preencher a ultima vaga disponível para integrar este grupo.


Tudo perfeito! Quer dizer, minha amiga jurou frases de discórdia e rompimento de amizade. Mas todo este rancor durou apenas um verão. Agora, estava na agência perfeita, em um bom estágio e ainda mantive a amizade. Tudo ok, pelo menos até o início do ano letivo.


O ano começou e eu já estava mais do que empolgado para trabalhar com esta equipe, finalmente havia conquistado um de meus objetivos. Mas para minha maior prova de falta de sorte do universo, justamente este ano, os grupos devem ser formados por apenas quatro integrantes. Esta notícia caiu como uma bomba, sobretudo para mim que ainda não havia feito nem um trabalho com o grupo, tinha acabado de entrar na agência. Pensei logo que gostariam de retirar os últimos a entrar, mas felizmente (ou não), decidiram faer uma votação para, democraticamente, eleger o 'novo grupo'.


Tal eleição será feita hoje e todos vocês podem não entender a angústia que sinto aqui no peito, mas acreditem, estou com o coração na boca. Não creio que consiga 'vencer' os integrantes mais antigos da agência. Portanto, a probabilidade maior que existe é a de eu ficar meio que sem grupo, sem poder voltar para o anterior e tampouco conquistar um desejo de anos, trabalhar na faculdade em um grupo unido, maduro, bom e profissional. Ainda tenho esperanças, mas somente uma louca ação do destino podem mudar o rumo dos próximos capítulos.

Pelo jeito perdi a oportunidade, e esta não é a única perda que estou correndo o risco de ter neste início de 2010, mas isto vai para o post seguinte...